Acisbs - Associação Empresarial de São Bento do Sul - Batizada como Associação Comercial e Industrial de São Bento do Sul (ACISBS), a entidade foi fundada por um grupo de empresários em 9 de novembro de 1957. O objetivo inicial era criar uma entidade para representar a classe econômica e promover o desenvolvimento.

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Entidades alinham novas ações para a Campanha da Serra Dona Francisca


Os representantes das entidades que integram a campanha pela revitalização da Serra Dona Francisca – SC 418, se reuniram em Campo Alegre, para alinhamento das próximas ações. A primeira delas, acontece na segunda-feira, 04, em Florianópolis, com um encontro com o novo secretário de estado de Infraestrutura, Carlos Hassler. Na oportunidade, o presidente da Acisbs, Jonathan Roger Linzmeyer, acompanhado dos presidentes e representantes das demais entidades – ACIJ, Acirne e Aciaca, entregarão um documento listando as prioridades da rodovia, apresentando estatísticas e informações.

 

No encontro foram falados dos pontos críticos da Rodovia, que segundo Elisário Pires do Prado, sargento da PMRv, é o km 16,7 da Serra (primeira curva, sentido Joinville); a curva na localidade do Rio do Júlio e a entrada da Imigrantes. Nos quatro últimos anos foram registrados 1.900 acidentes, 89 mortes e 1.020 feridos. Esses são os números dos acidentes atendidos pela Polícia Rodoviária, não contabilizando os Boletins de Ocorrências online. O sargento ainda manifestou outra preocupação, além da falta de sinal de telefone e internet que dificultam o atendimento na Serra. Ele falou dos possíveis acidentes com caminhões de produtos perigosos. “Se ocorrer um acidente com um caminhão com esses produtos, parte da população de Joinville pode ficar sem abastecimento de água com o vazamento nas nascentes dos rios” contou.

 

O documento que será entregue pelas entidades ao secretário e outras autoridades do Governo do Estado, Assembleia Legislativa e federações empresariais, vai tratar de itens urgentes a serem solucionados e de ações que visam a revitalização total da Rodovia, compreendendo a sinalização, iluminação e melhorias na estrutura do asfalto. “Desde que iniciamos a campanha o Governo não faz mais do que a obrigação, que estão sendo as roçadas. Dos demais itens, que já cobramos há quase um ano, nada evoluiu” relata o presidente Jonathan. Na reunião, as entidades decidiram que a cobrança será mais acirrada em 2019, com visitas, conversas e movimentações mais frequentes. “Não podemos ficar esperando por mais uma grande tragédia como foi o acidente do ônibus em 2015, para o Governo agir. Temos que dar um basta nas ações reativas e sermos mais proativos” ressaltou. Na reunião de segunda-feira, as entidades empresariais pretendem tratar da Rodovia nos aspectos econômico, turístico e ambiental.

 

A Serra - é uma importante via para o desenvolvimento da economia regional, assim como, um dos principais acessos ao Planalto Norte Catarinense. A falta de manutenção da via, a sinalização prejudicada e a iluminação fora de funcionamento contribuem para os altos índices de acidentes. A média de veículos transitando pela via por dia é 8,5 mil e em períodos de alta temporada chega a 13 mil. A Rodovia SC 418 não conta com obras de revitalização há 17 anos, apenas pequenos reparos que não reduzem as estatísticas dos acidentes no trecho.

 

O levantamento do observatório Social, realizado em 2018, aponta que a arrecadação de tributos na Serra Dona Francisca atinja cerca de R$ 20 milhões por ano. O estudo traz que em Santa Catarina 3,3 milhões de carros são tributados. Dos quais, juntos, arrecadaram R$ 1,6 bilhão de reais por meio do Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA). O Observatório calculou o IPVA médio por veículo que é de R$ 484,85. Com base no indicador de IPVA por km rodado (segundo a fórmula 484,85/20.000 que é a média de quilometragem rodada por veículo anualmente), o estudo chegou ao índice de R$ 0,024/km. Sendo assim, foi estimado o valor de R$ 4.512.727,00 de IPVA recolhido por veículos que circulam no trecho, referente ao ano de 2017.

 

Outra estatística apresentada pelo Observatório é o custo de um acidente, que chega a R$ 76.661,00 por ocorrência, um valor médio tanto para acidentes com ou sem vítimas. No trecho da Serra, em 2017, foram 429 acidentes, o que totaliza o custo de R$ 32.887.569,00 por ano. Aqui, os dados tiveram como base, a pesquisa do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), de 2006.




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