Acisbs - Associação Empresarial de São Bento do Sul - Batizada como Associação Comercial e Industrial de São Bento do Sul (ACISBS), a entidade foi fundada por um grupo de empresários em 9 de novembro de 1957. O objetivo inicial era criar uma entidade para representar a classe econômica e promover o desenvolvimento.

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Facisc divulga impactos econômicos do Coronavírus sobre as regiões de Santa Catarina


Os impactos da crise causada pelo coronavírus começaram a ser sentidos em Santa Catarina assim que os primeiros casos de Covid – 19 foram confirmados. Os casos se concentraram nas regiões litorâneas e centrais do estado, Grande Florianópolis, Norte, Vale do Itajaí, Alto Vale, Sul e Extremo Sul. Imediatamente, com o decreto que impôs a quarentena, a atividade econômica passou a ser afetada. O Índice de Performance Econômica das Regiões de Santa Catarina (IPER-SC) registrou queda de – 0,6% na passagem do quarto trimestre de 2019 para o primeiro trimestre de 2020, na série com ajuste sazonal. O economista da Federação das Associações Empresariais de Santa Catarina (Facisc), Leonardo Alonso Rodrigues, explica que esta é a primeira queda para o trimestre em questão nos últimos quatro anos. “De um lado confirma o ritmo menor de movimento econômico no estado já desenhado durante o ano de 2019, e de outro lado, confirma os primeiros indícios dos impactos do novo coronavírus sobre a economia catarinense”.

 

Os dados do índice foram complementados com a análise realizada pela Federação dos meses de maio e junho. Segundo o estudo, as atividades econômicas estruturadas no interior foram uma das menos afetadas, principalmente a produção de alimentos e o agronegócio em geral. O acumulado entre os meses de janeiro a maio de 2020 em relação ao mesmo período de 2019, mostra queda em todos os setores. O Índice de Atividade Econômica (IBC-Br) teve redução de -5%. Já a produção industrial de -15,4%. As vendas do comércio -5,1%. O setor de prestação de serviços foi impactado com redução de -9% no volume de serviços prestados. E o setor mais atingido foi o Turismo, com queda de 24,8%.

 

Para o presidente da Facisc, Jonny Zulauf, os dados estatísticos são incontentáveis, pois demonstram o que as empresas vêm passando na prática. “Temos a sorte de termos a diversidade de SC, e isso vai trazer sempre um olhar otimista sobre o nosso estado. Na média podemos colher o positivismo nos mais diversos setores de SC. Mas de outro lado temos um aspecto problemático, o do setor do turismo, do social, dos eventos, restaurantes, que está sofrendo intensamente. O turismo é essencial e propulsor do nosso estado. Vemos a possibilidade de respirar quando toda a demanda reprimida, assim que for viável, começar a ser atendida. As pessoas vão voltar e isso é um alento, mas vemos que ainda vai no mínimo mais uns seis meses para se consolidar”, explica.

 

O lado positivo é que no acumulado de quatro trimestres o estado manteve o ritmo de crescimento de 1,2% e já acumula nos últimos três anos, um crescimento de 7,1% em 2017, 7,1% em 2018 e 1,1% em 2019. O economista explica que Santa Catarina ao sair na frente com a recuperação da crise econômica mais recente (2015-2016), viu seu movimento econômico ser mais expressivo, retardou os efeitos mais negativos da crise, e para o momento atual de pandemia, ser fator competitivo frente a este novo cenário. “2020 se tornou mais desafiador. O momento prescreve que o processo de crescimento econômico esperado para 2020 está comprometido, principalmente no primeiro semestre. É de fundamental importância as ações de mitigação dos efeitos mais severos que esta nova crise trará para que sejam os menores possíveis e que os desafios que o momento apresenta sejam superados de forma a atenuar tais impactos”.

 

Outros pontos positivos destacados pela análise são: a importância das medidas econômicas adotadas para atenuação dos efeitos negativos da crise, aumento do crédito para as empresas que nos últimos 3 meses cresceram 8,7% em SC, a disponibilização do auxílio emergencial (coronavoucher) na camada da população mais vulnerável e a situação fiscal em Santa Catarina menos delicada que em outros estados. Além disso, o estado tem o segundo menor desemprego do país.

 

Análise Regional

 

Variação trimestral – 1° trimestre de 2020/4°trimestre de 2019

 

Entre as regiões do estado, as que registraram maior crescimento foram as regiões da Serra (5,3%) e Noroeste (4,6%). Por outro lado, as que tiveram maiores quedas foram as regiões do Extremo Oeste (-2,5%) e Grande Florianópolis (-1,6%).

 

Taxa trimestral – 1° trimestre de 2020/1° trimestre de 2019

 

Quando comparado a variação do primeiro trimestre de 2020 em relação a igual trimestre de 2019, Santa Catarina registrou crescimento de 1,9%. Com isso, se torna o quarto ano consecutivo de crescimento da performance econômica para o trimestre em análise, maior, portanto do que o obtido em 2019, mas menor do que os registrados nos anos de 2017 e 2018.

 

Nesta base de comparação, as regiões que registraram maior crescimento foram as regiões da Serra (6,7%), Noroeste (4,3%) e Vale do Itajaí (2,8%). Do lado contrário, as que registraram maiores quedas foram as regiões do Alto Vale (-0,2%) e Planalto Norte (-0,1%).

 

Variação interanual – Taxa acumulada em 4 trimestres em relação ao mesmo período do ano anterior

 

O Índice de Performance Econômica das Regiões de Santa Catarina (IPER-SC) registrou crescimento de 1,2% no acumulado de quatro trimestres em relação ao mesmo período de ano anterior, registrando assim um resultado superior em 0,1% do que o registrado no último trimestre. Entre as regiões do estado, as que registraram maior crescimento nesta base de comparação foram as regiões Extremo Oeste (5,5%), Serra (4,2%), Oeste (2,6%) e Extremo Sul (2,5%). Por outro lado, as que tiveram maior queda foram as regiões do Noroeste (-2,2%) e Planalto Norte (-0,8%).

 

Projeção para o futuro

 

Para Zulauf, esses estudos são vitais para estratégias das nossas atividades econômicas. Um dos destaques é a projeção para o Produto Interno Bruto (PIB) feita no material. Segundo a análise, a expectativa real de retomada do PIB para o ano que vem é de 3,5%. “Este ano temos uma previsão de queda de -6,0%. E uma queda deste patamar para um crescimento de 3,5% é uma diferença muito grande. Vai demorar para recuperar 100% do patamar de atividade econômica que estávamos antes desta crise e a recuperação mais vigorosa se projeta de 2021 em diante ”, explica Rodrigues.

 

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