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Lei consolidou a gestão de Gases de Efeito Estufa (GEE)

A Lei nº 15.042, de 11 de dezembro de 2024, consolidou a gestão de Gases de Efeito Estufa (GEE) como uma obrigação jurídica e estratégica no Brasil. Ao instituir o Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões (SBCE), a legislação alinhou o país aos compromissos climáticos internacionais e criou a estrutura necessária para o funcionamento de um mercado regulado de carbono, transformando a redução de poluentes em ativos financeiros valiosos.

Essa regulamentação altera profundamente a governança corporativa, exigindo inventários rigorosos das empresas. Aquelas que investirem em tecnologias limpas e reduzirem suas emissões abaixo do teto permitido poderão vender seus créditos excedentes no mercado financeiro; por outro lado, as organizações que descumprirem as metas estabelecidas estarão sujeitas a sanções administrativas severas e multas expressivas.

Embora o sistema regulado foque em instalações com grandes volumes de emissões, toda a cadeia produtiva é impactada. Isso ocorre porque as grandes empresas naturalmente passam a exigir de seus fornecedores e parceiros menores a redução de suas emissões. O objetivo é diminuir o impacto nos inventários corporativos das grandes companhias, onde a maior parcela das emissões costuma se concentrar no Escopo 3 — ou seja, nas emissões indiretas geradas ao longo de toda a cadeia de valor.

Além do aspecto econômico, a lei inova ao trazer critérios de justiça climática e inclusão social. A medida visa identificar e reduzir as emissões pensando na necessidade ambiental que o planeta possui.

Em suma, a obrigação de elaborar inventários e relatórios detalhados passará a fazer parte da rotina das grandes empresas nos próximos anos, enquanto a exigência financeira de conciliar metas — seja pela compra de créditos ou pelo pagamento de multas — deve se consolidar plenamente entre os próximos 4 anos.

Contudo, longe de ser apenas um peso regulatório, esse cenário representa uma excelente oportunidade de destaque. O mercado verde está em franca expansão e a bolsa de valores avalia, de forma cada vez mais rigorosa, os critérios de sustentabilidade na precificação e na atração de investimentos.

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