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Orçamento para rodovias federais de SC e fim da escala 6X1 preocupam setor produtivo

A incerteza em relação ao orçamento de 2027 para as rodovias federais catarinenses e os impactos para as empresas com o fim da escala 6X1 são temas que preocupam o setor produtivo e foram discutidos pelo Conselho das Federações Empresariais de SC (COFEM), nesta segunda-feira, dia 19, na FIESC, em Florianópolis.

A alocação de recursos federais na malha federal do estado para o próximo ano preocupa o COFEM porque até o momento não se sabe o tamanho do orçamento previsto para SC, que tem demandas urgentes de aportes para BRs como a 470, 280 e a 282, por exemplo. Diante dessa situação, há risco de o estado perder competitividade.

Outro ponto que preocupa na área é a segurança viária: SC registra 18 óbitos por 100 quilômetros de rodovia federal, o dobro da média nacional, que é de nove, o que reforça a importância de garantir orçamento para as rodovias.

Portos

O aumento das chuvas associadas ao fenômeno El Niño pode provocar restrições à navegação nos portos de Itajaí e Navegantes, com atrasos e cancelamentos de embarques. Durante o COFEM, o presidente da FACISC, Elson Otto, apresentou a articulação da Federação, por demanda do Conselho de Comércio Exterior e Negócios Internacionais (CONCENI), para discutir medidas preventivas e planos de contingência com os órgãos responsáveis e os portos catarinenses.

“Já realizamos uma reunião com a ANTAQ e a Secretaria de Estado de Portos, Aeroportos e Ferrovias e temos um novo encontro agendado para esta semana com os portos catarinenses, para discutir os planos de contingência. Em 2023, a interrupção das operações em Itajaí e Navegantes levou ao direcionamento de cargas para o Porto de Imbituba, uma experiência que reforça a importância do planejamento prévio. Precisamos avaliar a capacidade das demais áreas portuárias do Estado e construir alternativas coordenadas para situações de novas interrupções em decorrência das chuvas associadas ao El Niño. O objetivo é antecipar possíveis impactos, buscar soluções que reduzam os custos logísticos e preservar a competitividade das empresas catarinenses”, destacou Elson Otto.

Escala 6X1

A aprovação pelo Senado do fim da escala 6X1 foi outro assunto discutido e que impacta todos os setores da economia. Durante a reunião, os integrantes do COFEM também destacaram que há escassez de mão de obra qualificada no estado e no país e que o fim da 6X1 desafia ainda mais a realização de novas contratações, principalmente, para empresas de pequenos e médios portes dos setores de comércio e serviços.

Estudo da FIESC aponta que em SC a redução da jornada aumenta o custo do trabalho em 11,4%, com risco de extinção de 41,4 mil empregos no estado, dos quais 19,1 mil somente na indústria.

O COFEM é integrado pelas Federações das Indústrias (FIESC), do Comércio (FECOMÉRCIO), da Agricultura (FAESC), dos Transportes (FETRANCESC), das Associações Empresariais (FACISC), das Câmaras de Dirigentes Lojistas (FCDL), das Micro e Pequenas Empresas (FAMPESC), além do Sebrae-SC.

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